O poder de viajar sozinha(o)

Viajar é a melhor cura para um coração partido. Um coração partido nem sempre significa o fim de um relacionamento, mas também quando você se encontra em uma posição na vida onde sente que não consegue mais crescer, é hora de escolher um lugar, arrumar suas malas e ir embora.

Viajar sozinha moldou minha perspectiva sobre o mundo de um jeito inspirador.

Enquanto eu estava estudando em Dublin, em 2014, levei algum tempo para ampliar minha independência. A melhor maneira de fazer isso era passar mais tempo sozinha, conhecendo um restaurante ou algum outro lugar que despertasse meu interesse.

Eu sempre me interessei pela ideia de viajar sozinha. Era um pensamento tipo “Comer, rezar e amar” (hahah), mas eu sentia medo do que poderia acontecer. E se eu me sentir sozinha? E se eu me perder? Como vou me comunicar com as pessoas ou saber para onde estou indo com meu péssimo senso de direção? E se houver uma emergência?
Mas esses são os tipos de perguntas dirigidas pela ansiedade que nos acompanham ao longo da vida - as que nos impedem de fazer as coisas por nós mesmos.

Minha primeira viagem, depois do começo do meu intercâmbio, foi quando peguei o ônibus para Cork, apenas 3 horas. Foi uma pequena conquista, mas, o estimulante para o resto das viagens que fiz sozinha. Passei o fim de semana inteiro fazendo as coisas no meu próprio ritmo - visitando castelos, tomando café, me perdendo em um novo ambiente, conhecendo pessoas que talvez não teria conhecido se tivesse viajado com amigos e percebi que meu esforço estudando 18 horas semanais de inglês estava valendo a pena. 

O fim de semana marcou uma celebração da solidão e de liberdade desacompanhada.

 
"Não há relação mais importante do que aquela que você tem com você mesmo, pois influencia a que você tem com os outros" .

"Não há relação mais importante do que aquela que você tem com você mesmo, pois influencia a que você tem com os outros".

 

Embora, eu tenha me concentrado em descobrir coisas sobre mim, foram as pessoas que conheci ao longo do caminho que tornaram minhas viagens muito especiais. Quando você está sozinho, há muitas oportunidades para conhecer pessoas de uma maneira que você não pode fazer quando está acompanhado. 
Estar sozinho motiva conversas nos lugares mais inesperados,  mesmo que vocês não falem o mesmo idioma, você conversa com vendedores, garçons, artistas de rua e com pessoas que pensam ou não da mesma maneira que você.
Começar uma conversa naturalmente e, da mesma forma, conhecer alguém com uma cultura diferente, é a melhor maneira de colocar em prática o idioma que se está aprendendo, você vai encontrar pessoas do mundo todo e vai se dar conta que muitas viajam para praticar ou aprender novos idiomas e que às vezes o nível pode ser até pior que o seu, mas, eles não se importam. 
Minhas experiências me deram o impulso para continuar viajando sozinha, aprendendo novos idiomas, me conhecendo e inspirando pessoas a fazer o mesmo. 

 

 

Lilian CostaComentário